segunda-feira, 23 de março de 2020
Semana 2- A dura realidade da espera
Em menos de uma semana os casos de Corona Virus, o temível COVID-19 começam a tomar a aumentar de forma representativa na imprensa. E as pressões para a ação do governo em relação a empresas e trabalhadores não impede a proposta de cortar salário de empregados impedidos de trabalhar.Aqui e ali alguns poucos optam pelo Home Office enquanto a massa de trabalhadores enfrenta a diminuição dos transportes, a precariedade dos recursos e, inevitavelmente, a exposição ao vírus. Enquanto o governo Federal e Estadual se degladiam, seguimos tentando mudar nossos hábitos para modo virtual, dos que podem estar nesse modo. Nesse cenário, em que uma parcela da população tenta não enlouquece de tédio, ansiedade e isolamento social, a outra parte,ainda maior, habita moradias sem a menor chance contra o vírus e, para tornar mais grave, sem ação efetiva do Estado em contrário. Mais rápida do que a contaminação pelo Covid-19 somente a certeza de que há um genocídio em marcha e não podemos ocupar as ruas para impedi-la.Enquanto profissionais de saúde, caixas de supermercados e farmácia mantem-se na linha de frente do risco, agências de publicidade e profissionais de marketing se perguntam o que será das marcas e como alcançar o público em tempo de crise.Vejo pelas mensagens dos meus amigos da timeline que todos esperam uma explosão. De casos, de nervos, de falta de esperança.O que irá acontecer se não olharmos para a população vulnerável ? Quantas mortes pesarão sobre nós?Enquanto isso o governador barra a entrada e saída do Estado fluminense, mas o presidente da república mantém o espaço aéreo aberto se já se fala em preservar 50% das vidas. Pela fala do ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, a semana que começa é crucial para evitar a maior contaminação das pessoas. Enquanto isso, o presidente segue diminuindo a importância da pandemia. Enquanto leio as notícias, tentando não entrar em pânico, vejo pelo olhar das pessoas, printadas nas telas dos celulares das redes sociais mundo afora, que estamos todos no limite. Famílias confinadas em espaços, exíguos ou não, aguardam ansiosamente o desfecho desse inacreditável episódio de Black Mirror, sem saber quem sobreviverá no final. E seguimos sem abraço, contato, risos, para ao menos diminuir o impacto do meteoro.
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